Ritxar Bacete: “A paternidade é capaz de transformar a sociedade”

Gabriele Duarte, Diario Catarinense

Ritxar Bacete: "A paternidade é capaz de transformar a sociedade" Ritxar Bacete/Arquivo Pessoal
Especialista em igualdade de gênero criou o conceito de paternidade positiva Foto: Ritxar Bacete / Arquivo Pessoal

O antropólogo Ritxar Bacete, do País Basco, é especialista em igualdade de gênero e criador do conceito de paternidade positiva, que defende que os pais se envolvam com a criação dos filhos tanto quanto as mulheres e dividam as tarefas de igual para igual. Ele coordenou o estudo Implicação dos pai bascos com a criança: impacto na corresponsabilidade e no trabalho produtivo.

Dia dos pais: Nova masculinidade é possível a partir da paternidade positiva

Em entrevista ao Diário Catarinense, ele destaca que a paternidade tem capacidade de transformar a sociedade por meio da quebra de paradigmas e que deve acompanhar as evoluções da sociedade. Confira os principais trechos:

Sobre o que é a paternidade positiva?
A paternidade positiva se refere à transformação da identidade dos pais (homens) como cuidadores. Pressupõe mudanças importantes no comportamento por meio da implicação ativa na vida da criança. Os pais “positivos” são aqueles que se comprometem nos cuidados e desempenham funções e práticas igualitárias, facilitando o empoderamento de suas companheiras. Essas práticas desenvolvem e ampliam as capacidades emocionais e pedagógicas deles. Baseiam-se em paradigmas científicos de deslegitimação da violência em todos os níveis. Se trata de propostas que, ao mesmo tempo em que oferecem reconhecimento e orientação, transformam a identidade dos próprios homens. A nossa sociedade precisa de um pai positivo, aquele pai presente no dia a dia da criança, que cuida (não delega sua parte nem escapa dela), que se reconhece imperfeito, que se forma e aprende constantemente para ser um melhor pai. Em suma, é um pai em construção para uma obra que nunca é acabada: ser um bom pai.

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O que está acontecendo para que surja esse movimento?
A sociedade, as expectativas das mulheres e a economia têm mudado. E os homens, como pais, não podem ficar atrás dessas mudanças. Muitos de nós já tomamos consciência e começamos a transformar as nossas vidas pessoais e a formar parte de um movimento global de homens que estamos transformando através da experiência da paternidade, vivida de forma consciente, ativa e comprometida. Não foi mera casualidade que em 2015 se apresentou pela primeira vez na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, por meio da ONU Mulheres, o primeiro informe sobre o Estado da Paternidade no Mundo. Ao mesmo tempo, estão surgindo grupos de pais preocupados com a igualdade, os cuidados e a criança em todos os cantos de nosso planeta, sobretudo por meio das redes sociais.

A paternidade afeta a masculinidade?
A paternidade e a masculinidade estão profundamente correlacionadas: o modelo de paternidade e os valores associados ao “ser pai” definem os referentes à masculinidade, o deve ser, o desejado; e o ideal de masculinidade condiciona as práticas e exercícios da paternidade. Portanto, a transformação em uma delas afeta irremediavelmente a outra. É por isso que somos muito otimistas sobre a capacidade transformadora que a paternidade pode ter em nossas sociedades, já que exercendo-a de uma forma alternativa, cuidadora, pacífica e empática, esses valores se trasladam automaticamente ao modelo de masculinidade imperante. Se em décadas passadas o modelo desejado de masculinidade era um homem duro, desapegado, agressivo ou triunfador, o modelo de pai dessa sociedade não poderia nem deveria ser um pai positivo. Mas, hoje em dia, a prática cotidiana de muitos pais comprometidos com o cuidado da criança está colocando em questão esse modelo. Até tal ponto que o desejável começa a ser aquele homem “brando” ou imperfeito, que talvez não triunfe, nem volte a sua vida à carreira profissional, mas que é capaz de fazer algo muito mais importante, heroico e duradouro, como gerar uma relação de apego seguro com seus filhos e filhas.

Alguns pais se dizem despreparados para cuidar dos filhos em comparação às mães. Como se pode mudar essa realidade?
É certo que em nossa cultura ainda seguimos socializando de forma diferente as meninas e os meninos. Educamos os meninos com base na irresponsabilidade e despreocupação a respeito dos cuidados, preparando-os para a dominação, a competitividade e a distância emocional. Ou para o que é ainda mais preocupante: a legitimação da violência em suas distintas manifestações. Como consequência de tudo isso, quando chega o momento de cuidar de outras pessoas os homens se sentem desprovidos das competências necessárias, tanto a nível prático como emocional, ao mesmo tempo em que tampouco sente o dever moral ou a pressão social para aprender e responsabilizar-se. Não devemos esquecer que o cuidado é tecnologia humana. E que se aprende a cuidar. Do mesmo modo que as mulheres aprenderam, também podemos aprender. Soa paradoxal que os homens sejam capazes de programar complexos sistemas informáticos capazes de enviar uma nave ao espaço, mas se mostrem incapazes de arrumar uma lavadora. Mas isso tem a ver com o fato de que em nossas sociedade os cuidados não são valorizados, nem pagos. A boa notícia é que essa realidade pode ser facilmente mudada a partir de gestos concretos, simples e cotidianos: cozinhar, lavar banheiros, participar das agendas escolares, dos assuntos médicos… E como nadar se aprende nadando, cuidar se aprende cuidando. Não há desculpas.

Se pode transmitir os noves valores de paternidade aos filhos? Como?
A forma com que são exercidas a paternidade e a maternidade são espelhos fundamentais em que se olham nossos filhos e filhas. Temos que ter em mente que tanto as meninas quanto os meninos constroem sua identidade pessoal através dos modelos de referência que têm mais próximos, e que tanto a presença como a ausência paterna têm impacto extraordinário em suas vidas. Mais do que com o que dizemos, com o que fazemos é como estamos transmitindo os valores que no futuro serão matéria-prima para as novas gerações de mulheres e homens construírem suas relações. Portanto, se somos pais pacíficos e cuidadores, nossos filhos homens também serão, com a vantagem de que nossas filhas viverão de forma mais livre e estarão mais empoderadas e seguras ao ter uma expectativa de relação com homens não violentos e independentes emocionalmente.

Que relação paternidade e masculinidade têm com a violência machista?
Estudos confirmam que determinadas formas de violência, em particular a violência perpetuada pelos homens contra as suas companheiras, se transmitem de geração a geração. Os dados obtidos em oito países revelaram que os homens que, quando crianças, viram o companheiro de suas mães lhes batendo, quando adultos tiveram mais probabilidade de usar a violência contra a sua companheira. Paralelamente uma divisão mais equitativa dos cuidados está associada a redução dos índices de violência contra filhos e filhos. Um dos elementos chave na construção das identidades masculinas segue sendo a diminuição da empatia e a distância emocional como uma das características fundamentais do “ser homem”. Por outro lado, segue sendo perpetuada a ideia de que o poder é coisa de homens e que a violência pode estar legitimada para manter privilégios, tanto na esfera pública como na privada. É por isso que as distintas formas de violência praticadas pelos homens, em especial a violência contra as mulheres, é a consequência direta de uma determinada concepção da masculinidade. Transformar essa ideia rígida e violenta de ser homem através de paternidades e práticas ternas, pacíficas, empáticas e cuidadoras é um elemento fundamental para a prevenção da violência contra as mulheres.

http://videos.clicrbs.com.br/sc/diariocatarinense/videonews/164770

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#ElTemaDeLaSemana: ¿Qué legado te gustaría dejar?

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Acepto y agradezco el reto de los compañeros de #papasblogueros y Joaquim Montaner y hacer una pequeña reflexión sobre el legado que me gustaría dejar.

El las Jornadas “Paternatges Coresponsables: situació actual i intervencions” organizadas por Conexus, el compañero Gary Barker Director de Promundo, nos contó una historia que me ha hecho reflexionar estos meses sobre la importancia de los cuidados y afectos en la construcción de la memoria del legado que nos dejan, y que algún día también dejaremos a nuestras criaturas.

Gary nos contaba, que en una especie de museo que hay en Bélgica relacionado con la muerte, la mayoría de quienes participaban en un ejercicio propuesto sobre el final de la vida,  elegían conservar en la memoria, de forma privilegiada y en un lugar especial, a aquellas personas que habían sido fundamentales en su vida. El resultado era que éstas eran mayoritariamente las madres y abuelas, o lo que es lo mismo, aquellas que les habían cuidado y provisto de afecto incondicional, presente y seguro.

A pesar de que los hombres, ocupamos infinitamente más espacios que las mujeres en la memoria de los lugares  públicos, dando nombre  a la mayoría de las plazas, calles y estatuas, parece que no somos tan importantes en las memorias íntimas y en los afectos que nos acompañan de forma trascendente y profunda cuando imaginamos el momento de dejar de existir.

Pensando en el legado que me gustaría dejar, sobre todo a Naia y Alain (pero también a las personas que quiero y me acompañan en la vida), es tener el honor de ocupar el espacio que mis abuelas han ocupado en mi vida, repleto de amor e incondicionalidad. Mi querido amigo Miguel Lorente plantea que para ser un buen padre hay que ser madre, por lo que para ser un buen hombre, hay que transitar necesariamente por las feminidades. Se me antoja sugernte pensar, que el reto para dejar un buen legado,  pasa por seguir recorriendo, desde la imperfección y la compasión, el camino hacia la androginia.

Para lograrlo, tal vez tendría que revisar mis ambiciones públicas, mis querencias, más o menos confesables, por ocupar espacios relevantes (en calles y plazas), y elegir a cuáles de estas ensoñaciones impostoras debería renunciar, para poder estar tan presente en las vidas de las demás, como para dejar la huella y el legado que deseo, como un ser más completo, comprometido, sonriente y cuidador: tanto ahora, como cuando me llegue la hora.😉

#ElTemaDeLaSemana es una iniciativa nacida de los @PapásBlogueros para toda la blogosfera. Queremos saber un poco más de ti, y que sepáis más de cada uno de nosotros. Por eso propondremos un tema semanal sobre el que reflexionar brevemente en nuestros respectivos blogs y compartiéndolo en este carrousel para llegar a todas y todos.
1. Papás Blogueros 3. Familia DivertidOOs 5. mamaymaestraentierradenadie
2. Escondite de Mamá 4. Padre en Estéreo 6. Papacangrejo
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La mujer en la Política, la Economía y la Sociedad ¿Estamos avanzando?

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Las compañeras de ÁGORA Inteligencia Colectiva para la Sostenibilidad me han invitado a tomar parte en una Jornada sobre la participación de las mujeres en la política, la economía y la sociedad. Es un lujo poder compartir espacio de reflexión con Manuela Carmena (si finalmente puede acudir), Helena Ancos, Virginia Carrera, Ángeles Briñón, Patricia Aragón, Elisa de la Nuez, Emilia Sánchez, Anaïs Pérez Figueres, Katharina Miller o Paloma Baena entre otras.

Os paso el programa por si alguien se anima.
Una perspectiva europea y española 23 de Octubre 2015

Oficina Comisión Europea en España, Paseo de la Castellana 46 Madrid

9:30 h.- 9:45 h.
Recepción de participantes
9:45 – 10 h. Inauguración
Sra. Dª Aránzazu Beristain, Directora en funciones de la Representante Oficina Comisión
Europea en España
Helena Ancos, Directora de AGORA.

10:15- 11:30 h. Espacios políticos para la aumentar la visibilidad
Manuela Carmena, Alcadesa de Madrid
Elisa de la Nuez, Fundación ¿Hay Derecho?
Emilia Sánchez, Mas Democracia
Modera: Ana Requena, Micromachismos.

11:30- 12 h. Pausa café.
12 – 13 h. El techo de cristal en los centros del poder económico
Katharina Miller, Zonta Madrid.
Paloma Baena, Jefa Adjunta División de Integridad en el Sector Público, OCDE
Anaïs Pérez Figueres, Directora de Comunicación y Asuntos Públicos, Google España.
Modera: Helena Ancos.

13- 14 h. La diversidad y la conciliación. ¿Aspiraciones o mitos?
Angeles Briñón, Directora de Brizas Audigen.
Virginia Carrera, experta en género en las relaciones laborales, Profesora de la Universidad de
León y Concejala por Ganemos Salamanca.
Ritxar Bacete, Movimiento Hombres por la igualdad. Especialista en Género, Políticas de Igualdad, Masculinidades y Paternidad Positiva.
Modera: Patricia Aragón, Agora.

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30 PADRES 30 DÍAS 2015

Muchas gracias a Papás Blogueros y Madresfera por el esfuerzo la iniciativa y la oportunidad que me han dado de poder participar reflexionando con otros papás sobre nuestras paternidades.

Comparto mi testimonio que ha publicado Madresfera.

Terminamos el #30Padres30Días

Nos alegra enormemente traeros la última entrevistadel  #30Padres30Días, acción conjunta entre Papás Blogueros y Madresfera. Hemos creado esta campaña basada en el #30Fathers30Days de The Pixel Project para:

– Dar visibilidad a la paternidad implicada

– Resaltar los beneficios que esta genera en el padre, su familia y su entorno

Para la entrevista de cierre de la primera edición (si amigos… habrá más!) contamos con el profundo testimonio de Ritxar Bacete.

Ritxar Bacete y Alain Bacete

La biografía de papá

Nací hace 42 años en Alegría-Dulantzi, un pequeño pueblo al Este de Vitoria-Gasteiz. Soy el cuarto hijo varón, en  una familia trabajadora de origen manchego que emigró al País Vasco en busca de una vida mejor, que por suerte, encontramos y construimos. Ahora he descubierto mi vocación-pasión: ser papá. Acompaño en la vida a la tremenda Naia y al tierno Alain, que a sus 4 y 1 año y medio, son como volcanes de vida pura en erupción constante. También acompaño y me acompaña Paloma, mi equipo vital y compañera del alma.

  1. ¿Qué es lo mejor para ti de ser padre?

Lo mejor de ser padre es la oportunidad extraordinaria que supone la implicación consciente y constante en la crianza, para aprender acompañando y crecer amando. Pero el principal regalo que me ha aportado la paternidad ha sido la desviación forzosa de mi ego, es decir, el universo ha pasado de estar acomodado justamente en el centro de mi ombligo, para situarse fuera, en el selvático, inhóspito, contradictorio, desconocido y enriquecedor mundo de los Cuidados. He pasado de “ser para mí”, a “estar en mí” desde el compromiso y la dedicación a mi pareja y mis criaturas. Pero lo mejor-mejor de la paternidad es que conmueve y transforma a quien la transita.

Pero también está lo peor de ser padre. Es la gran oportunidad para visitar y conocer tus sombras, tus limitaciones emocionales, tu egoísmo, el autoritarismo heredado y oculto, incluso la tentación del uso de la violencia como forma de control. Es el espacio propicio para salir del mercado, para tener menos relaciones, para que la tesis se convierta en un fantasma que te acecha, conseguir menos oportunidades de trabajo o tejer menos nudos de red…Nada que las practicantes de la maternidad no sepan pero que ahora, también descubrimos nosotros.

  1. Un padre suele ser el primer referente masculino en la vida de una persona; además, los padres tienen un impacto muy importante en las actitudes que desarrollan sus hijos varones en sus relaciones con niñas y mujeres. ¿Cómo ha sido la influencia de tu padre en la manera en la que ves y tratas a las mujeres y las niñas?

Uf! Gran pregunta, difícil respuesta. Yo he tenido la suerte de tener un padre “cobarde”, que no ha necesitado hacer grandes alardes de hombría para certificar su masculinidad ante los demás. Tengo un padre que escucha más que habla, que no tiene grandes certezas ni discursos, y eso le hace sabio. He tenido a un padre que ha trabajado muchísimo, (porque también hay heroísmo cuando nos proveen recursos y pan). He tenido un padre que está y se da lo mejor que puede, aunque de emociones no hable. Mi padre es un buen hombre que no acostumbra a juzgar a las mujeres, que vive y deja vivir. Es un hombre que cuidó con ternura a su madre hasta el último momento, que ejerce de tutor de su hermano menor y que nos sigue cuidando al resto.

Me ha influido en la manera en que veo y trato el mundo, porque el no sabe de violencias, ni ha sentido nunca querencia por las escopetas, ni por las palabras altisonantes, ni por sacar pecho, ni por los gritos. Y a los resultados me remito: somos cuatro hermanos, hombres, varones, y todos buenos hombres.

En otras ocasiones me ha influenciado sin influenciarme, permitiendo que fuera libre y respetando que construyera mi propia identidad de una forma muy distinta a la que lo hacían los chicos que me rodeaban, como cuando decidí estudiar Trabajo Social en vez de Ingeniería, o no hacer el servicio militar. Todo esto en un contexto rudo y muchas ocasiones, duro.

Muchas comunidades y grupos de activistas alrededor del mundo reconocen que la violencia hacia las mujeres NO es un asunto de mujeres, sino de derechos humanos y potencian el papel de los varones para detener la violencia.¿Cómo piensas que los padres y otros referentes/modelos masculinos pueden ayudar a los adolescentes y a los niños a tomar interés y dar un paso al frente para prevenir y acabar con la violencia hacia niñas y mujeres?

Para hablar de este tema, me gusta mucho la frase “la violencia contra las mujeres es un problema de los hombres que sufren las mujeres”. Este planteamiento supone un giro en la mirada, ya no hablamos de algo que les ocurre a las mujeres, sino de un fenómeno cultural y social en el que los hombres, por serlo nos situamos, por un lado, de una forma extraña en relación al poder (desde la vivencia inconsciente de los privilegios que tenemos por ser hombres), y a la violencia desde otro (como herramienta para mantener y gestionar esos privilegios). Este cambio de perspectiva ayuda a problematizar el papel que la violencia juega en la construcción de las identidades masculinas, al mismo tiempo que aporta la esperanza del desarme moral en los hombres por una doble vía: la renuncia a los privilegios en nuestras relaciones con las mujeres y el cuestionamiento y abandono de la violencia como forma de regular los conflictos y mantener el poder, tanto con las mujeres como con otros hombres.

Gracias a nuestras fabulosas aliadas, las neuronas espejo, las paternidades positivas, cuidadoras y no violentas, son un espacio privilegiado para construir referentes de paz para niños y adolescentes, porque lo logran no desde los discursos, sino desde las prácticas cotidianas.

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Padresfera

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Tertulia sobre masculinidades en A Vivir que son dos días de la Ser

Que ser hombre no significa lo mismo ahora que hace 20, 30 o 40 años es evidente. Este anuncio de televisión uruguayo se emitió en el país por el Día Internacional de La Mujer,  y es que las mujeres, ni son las únicas perjudicadas por los estereotipos y roles marcados, ni son las únicas que se beneficiarán el día que se alcance realmente la igualdad. Esta lucha es para todos: para los que estamos y para los que vienen.

Hoy reunimos en A vivir… a cuatro hombres que, no solo se han dado cuenta de que hay una manera de construir la igualdad desde una perspectiva masculina, sino que además se han propuesto superar la desigualdad de género y abrir la puerta a que existan otras formas de ser hombre, novio, marido o padre.

Estos cuatro hombre son José Ángel Lozoya, educador sexual y el primer director del programa de hombres por la igualdad de España; Ritxar Bacete, antropólogo y experto en la implicación de los padres en la crianza de los hijos; Miguel Lorente, profesor de medicina legal y delegado del gobierno para la violencia de género entre 2008 y 2011; y Joan Sanfélix, socioantropólogo y formador en masculinidades.

Se une a la charla Manuel Sanz, miembro del Grupo Hombres Siglo XXI, para contarnos su historia y cómo superó encontrarse en desempleo apoyándose en una nueva forma más igualitaria de convivir con su familia.

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Propuesta a las asociaciones y organizaciones de hombres para visibilizar nuestra repulsa a la #violenciamachista

¿Qué se nos ocurre? ¿Qué podemos hacer? ¿
Quién se anima?

1+1 son 8

Hola Amigos!

Esta petición está dirigida a la gente que trabaja activamente en la eliminación de la violencia contra mujeres y niñas pero desde la cara de los hombres; a saber… Heterodoxiaahige, foro de hombres por la igualdadred de hombres por la igualdad, gizonduz, hombres por la igualdad, conexus, homes igualitaris, a todos y cada uno de los grupos y círculos de hombres que se reunen por todo el estado y también a otras organizaciones que tienen como meta la normalización de otras formas de ser hombre diferentes a las tradicionales como son las iniciativas @papasblogueros, si los hombres hablasen, los grupos de crianza para hombres… y muchas más que seguro que se me escapan…

No cabe más dolor en mi con este verano sangriento, no he sentido más vergüenza en toda mi vida de ser hombre,… se que es…

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Transitando por paternidades positivas, igualdades y la vida cotidiana

Artículo escrito para la revista de AHIGE que este mes han dedicado a las paternidades. ¡Gracias!

“Soy proveedor de cuidados y amor a jornada completa. Un hombre en construcción”

Escrito por Ritxar Bacete González
Transitando por paternidades positivas, igualdades y la vida cotidiana. Dos nuevos planetas para el universo: Naia (2011) y Alain (2014) Lo de ser padre siempre lo tuve claro, aunque me pasé tantos años tratando de cambiar el mundo que casi se me pasa…¡Y menos mal!, porque la paternidad ha sido el cambio más profundo, el que antes buscaba  para el mundo, y que sin darme cuenta se ha producido en mi.

Uno de los regalos de la paternidad es que ahora las preguntas y respuestas han cambiado. Veréis:

– Y tú, ¿Qué eres? ¿A qué te dedicas?-.

– ¿Yo?- Soy proveedor de cuidados y amor a jornada completa. Un hombre en construcción. Cocinero, compañero de juegos, enfermero, educador, pareja, limpiador, dibujante idealizado, cuenta cuentos, acompañante, muro de contención, caballito, asesor en columpios y parques, instructor improvisado en filosofía aplicada, ciclotaxista, especialista en prevención de accidentes, proveedor de recursos materiales, abrazador, árbol, agua y tierra, cosquilleador, policía blando, nutricionista, vigilante nocturno, Olentzero… Soy padre.

Hace solamente unos años, las respuestas habrían sido otras: -soy antropólogo, Coach, trabajador social, activista, político-… Pero el núcleo duro de mi identidad ha variado radicalmente. El eje gravitatorio de mi existencia se ha hecho más complejo y ha pasado de estar situado en la vibración hedonista de mi ombligo, para integrarse en un ecosistema mucho más complejo, que requiere de un aporte constante (casi ilimitado) de presencia y energía. La irrupción de los planetas Naia y Alain en mi universo, lo han transformado para siempre. Y lo han hecho para bien.

Bailando con contradicciones

A veces, ser un hombre feminista, especialista en género ( por vocación, profesión y diploma) y llevar trabajando muchos años desarrollando políticas públicas de igualdad, te convierten en un ser paradójico.  Soy padre de una niña y un niño, que lo son tanto de un punto de vista biológico como histórico y social. El objetivo fundamental que me planteo con ellos es (y en esto tampoco soy muy original) que sean felices, libres y vivan una vida que decidan que merece la pena, en un proceso de aprendizaje apasionado, conmovido y constante.

Con la práctica he conseguido afilar de forma superlativa la mirada crítica, y por el uso continuado, ya no puedo desprenderme de las gafas de género. Estoy en estado de alerta constante con los roles y estereotipos de género tradicionales que nos acechan y que aparecen reflejados por todas partes: en los cuentos, las películas, los comentarios de las abuelas, abuelos y demás comandos “para maternales”, en los mensajes que les llegan en el colegio… La alarma antisexismo se activa cada día decenas de veces, con especial fuerza cuando alguien recuerda a Naia lo “guapa que está la princesa” o duda sobre el sexo de Alain por haber heredado una camiseta de su hermana subida de color: “perdona, pensaba que era una niña, como es tan guapo”. Te das cuenta que el sexismo se ha transformado, pero que sigue presente con imperativa vitalidad y que sin duda va a condicionar las vidas de Naia y Alain, por lo que probablemente no sean tan libres de elegir sobre sus propias vidas como al principio soñamos.

Antes de ser padre, cuando fantaseaba con la idea de educar a mis criaturas en libertad e igualdad, me sentía, con la fuerza que dan las ideologías y el aderezo de las convicciones, como un titán igualitario subido a una montaña dispuesto a dar batalla, esperando la llegada del sexismo junto a una pancarta que decía “no pasarán”. Hasta que  llegó pero no como un el tsunami imparable que esperaba el guerrero igualitario, sino como un goteo constante y contradictorio del que yo mismo formo parte. Ahora, que soy responsable de acompañar a mis criaturas por el tránsito por la vida cotidiana, esa imagen del padre igualitario épico me resulta lejana e incluso estrafalaria. He llegado a la conclusión de que el dogma es enemigo de la buena vida y que no estoy dispuesto a convertir la de Naia y Alain en un espacio de lucha constante, prefiero, al estilo Emma Goldman, que bailen, y aprendan a moverse con el más creativo de los ritmos entre contradicciones y paradojas que sin duda les va a plantear la vida.

Para comprender mejor a alguien, camina con sus zapatos

Para mí, la experiencia de la paternidad está siendo un espacio de aprendizaje de primer orden, constante, muy personal pero también profundamente  político.

Hay ocasiones en las que conceptos como el empoderamiento de las mujeres o los roles que desempeñamos pueden resultar fríos. Pero la temperatura se dispara cuando empezamos a jugar con ellos. Las paternidades positivas suponen cambios importantes en los hombres que las practicamos (o lo intentamos) así como en nuestros entornos, pero una de las consecuencias más evidentes de la puesta en práctica de roles para los cuidados es el desempoderamiento de quienes las desempeñan.

No voy a contar nada nuevo, que no sepan y hayan experimentado en sus propias vidas tantas y tantas mujeres: una mayor implicación en los trabajos que conllevan la crianza y los cuidados, suponen necesariamente la salida de la persona que los ejerce (independientemente de su sexo) de los espacios públicos y/o de poder. Disminuye el tiempo  disponible, la movilidad, el acceso a las personas, la visibilidad, el acceso a nuevos espacios, los encuentros informales con informantes clave, las posibilidades de formación o la disponibilidad para el desempeño de trabajos que no permitan conciliar. Mientras que por otro lado, para quien cuida, se multiplica la jornada, aumenta el cansancio y la vida personal se diluye hasta rozar la extinción. Es entonces cuando te das cuenta y valoras de forma especial los trabajos que han venido desempeñando mayoritariamente las mujeres: proveer recursos y cuidados al mismo tiempo es una tarea tan compleja como contradictoria y en demasiadas ocasiones utilizan un software incompatible. Por tanto, la práctica de la igualdad y el ejercicio de los cuidados en las vidas de los hombres son perjudiciales para ejercicio del poder, y puede provocar esquizofrenia identitaria e incluso trastornos desempoderantes.

Neuronas a mi favor

Pero tenemos buenas noticias. Quién me iba a decir a mí, que después de tanto recelo y dudas, la neurobiología estaría de nuestra parte. Cada vez son más los estudios científicos que avalan la idea de que nuestro sistema nervioso central se adapta con mayor eficacia a los cambios y aprende mejor cuando hay amor, y lo hay en mayor medida cuando se establecen relaciones de apego seguro. Los nuevos mapas somatosensoriales que se crean desde el amor son capaces de construir trayectos y ciudades internas en las que caben identidades nuevas, emociones diversas o roles más justos. Con el amor la química cerebral se ha mostrado ser más eficaz y los impulsos eléctricos fluyen mejor, en un hermoso baile sináptico entre la artesanía y la mecánica neuronal.

Las paternidades positivas son precisamente uno de los espacios que más y mejores nutrientes aportan desde el amor a unas relaciones de cuidado transformadoras, por lo que las paternidades suponen una oportunidad biológica inmejorable para consolidar cambios socioculturales en los hombres, y de paso, empoderar a nuestras criaturas en identidades más libres, seguras y felices.

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Autor: Ritxar Bacete González (1973). Coach, Formador, Antropólogo, Trabajador Social, especialista en género y masculinidades, investigador, promotor de procesos de gamificación.

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